Normas de citação
A revista Anales de Teología adota o sistema de notas e bibliografia de The Chicago Manual of Style, 18.ª edição (2024), com as adaptações editoriais indicadas nestas normas.
Os manuscritos podem ser enviados para avaliação com qualquer sistema de citação reconhecido internacionalmente, como Chicago, APA ou MLA, desde que seja aplicado de forma completa e uniforme e indique a página ou o localizador de cada citação. Se o trabalho for aceito, a versão final deverá seguir integralmente estas normas, e a edição não terá início até que esse requisito seja cumprido.
1. Orientações gerais
- As notas serão inseridas no rodapé e numeradas consecutivamente. A chamada ficará em sobrescrito, após a pontuação e antes de um travessão, como em “Como sostienen las autoras.1”
- As obras serão citadas preferencialmente no idioma original. O uso de traduções publicadas e de traduções próprias segue a seção sobre traduções.
- As citações diretas e as paráfrases indicarão a página ou o intervalo de páginas da passagem. Nas citações canônicas e nas fontes sem paginação, será utilizado um localizador preciso, como seção, parágrafo ou marca de tempo.
- Serão omitidas a cidade de publicação e as abreviaturas p. e pp. O número da edição será indicado quando necessário para identificar com precisão a versão consultada, especialmente nas fontes teológicas. O ano indicado será sempre o da edição consultada.
- Nas notas, serão mencionados até dois autores; se forem três ou mais, apenas o primeiro, seguido de et al. A primeira nota incluirá nome e sobrenome, e as posteriores, apenas o sobrenome.
- Várias referências na mesma nota serão separadas por ponto e vírgula.
- Não serão utilizados ibid., ibidem, idem, op. cit. ou loc. cit.
- Será incluído o DOI, em formato URL, de toda obra que o possua. Se não houver DOI e a fonte tiver sido consultada on-line, será acrescentada uma URL estável.
- Nos artigos escritos em inglês ou português, as abreviaturas, os elementos de ligação (trad., ed., cap., acesso em) e as aspas seguirão as convenções do respectivo idioma.
- Os resultados de sistemas de inteligência artificial não são citados como fontes. Somente poderão ser citados quando constituírem o objeto de estudo, nas condições estabelecidas na política de Uso e limites da inteligência artificial.
Citações diretas
As citações de menos de cem palavras serão incorporadas ao texto entre aspas duplas (“ ”), e as de cem palavras ou mais serão apresentadas em parágrafo separado, com recuo e sem aspas. As aspas simples (‘ ’) ficam reservadas para citações dentro de outra citação. As omissões serão indicadas por reticências entre colchetes […], e as interpolações do autor também ficarão entre colchetes. Quando uma palavra que não está destacada no original receber destaque, será indicado “grifo nosso” na nota.
2. Casos e modelos de citação
Os exemplos utilizam dados fictícios, e os endereços de example.org são ilustrativos. Os modelos de citações canônicas e de fontes teológicas utilizam obras e dados editoriais reais; os dados entre colchetes deverão ser preenchidos com os da edição consultada. Todos os modelos correspondem a um artigo escrito em espanhol; por isso, os exemplos e seus elementos bibliográficos são mantidos nesse idioma.
A primeira nota será completa, mesmo que o autor ou o título apareçam no texto. As notas posteriores incluirão o sobrenome do autor ou o nome da instituição, o título principal sem subtítulo e o localizador, inclusive em notas consecutivas. Esse critério se aplica a todos os tipos de fontes, exceto às citações canônicas.
Livro
Primeira nota: Elisa Monteluz, La memoria del umbral: reflexiones hermenéuticas (Nerfel, 2023), 47.
Nota posterior: Monteluz, La memoria del umbral, 52.
Traduções
As passagens de obras em outro idioma devem ser traduzidas no corpo do texto. Se a tradução for do autor, será indicado “tradução nossa” na nota; se todas forem próprias, bastará declará-lo na primeira nota. Em ambos os casos, serão citadas a edição e a paginação do original.
Primeira nota (tradução própria): Maëlle Vauprel, La patience du monde: événement et tradition (Presses de Lantier, 2017), 23, traducción propia.
Quando for utilizada uma tradução publicada, o tradutor será identificado. Se a tradução informar a paginação do original, recomenda-se indicá-la.
Primeira nota (tradução publicada): Maëlle Vauprel, La paciencia del mundo: acontecimiento y tradición, trad. Inés Valcera (Arcela, 2020), 18.
Nota posterior: Vauprel, La paciencia del mundo, 21.
Capítulo de livro
Primeira nota: Rafael Doresta y Mara Veldel, “La fragilidad compartida: aportes a la antropología”, en Pensar la convivencia, ed. Elisa Monteluz (Nerfel, 2022), 88–89.
Nota posterior: Doresta y Veldel, “La fragilidad compartida”, 92.
Artigo de revista
Primeira nota: Leonor Vesna, “El tiempo de la atención: lecturas contemporáneas”, Cuadernos del Umbral 12, n.º 2 (2024): 61–62, https://example.org/articulos/tiempo-atencion.
Nota posterior: Vesna, “El tiempo de la atención”, 63.
Livro eletrônico
Se o livro eletrônico tiver paginação fixa, será aplicado o modelo de livro. Caso contrário, será citado um capítulo ou uma seção. Para arquivos baixados, será informado o formato; para consultas on-line, será indicada a URL ou a base de dados.
Primeira nota: Bruno Talvera, La experiencia del paisaje: ecología en el mundo de hoy (Arcela, 2021), cap. 4, secc. 2, EPUB.
Nota posterior: Talvera, La experiencia del paisaje, cap. 4, secc. 3.
Conferência ou trabalho em evento
Primeira nota: Fabián Orelia, “Pensar la hospitalidad”, conferencia en el Encuentro Teológico del Río, Universidad de Varela, 20 de agosto de 2024, video, 42 min, 18 s, en 00:12:05–00:13:10, https://example.org/conferencias/hospitalidad.
Nota posterior: Orelia, “Pensar la hospitalidad”, en 00:20:14–00:21:02.
Se a gravação tiver sido publicada após o evento, serão acrescentadas a data de publicação e a entidade responsável. Para áudio, “vídeo” será substituído por “áudio”. Os trabalhos consultados em anais ou revistas seguirão o modelo de capítulo de livro ou de artigo de revista.
Uma conferência sem texto ou gravação acessível não será incluída nas referências, mas poderá ser mencionada em nota como comunicação oral, indicando autor, evento e data, quando necessário para atribuir uma ideia.
Documentos e obras de referência on-line
Serão admitidos documentos oficiais da ONU, da OMS ou de outros organismos e obras de referência reconhecidas, como as da RAE ou enciclopédias acadêmicas. Será citado o documento ou verbete específico, com autor ou instituição, título, data e URL direta. Se não houver data de publicação ou atualização, será indicada a data de acesso.
Comunicados de imprensa, blogs e outras páginas da web somente serão admitidos quando constituírem fontes primárias do objeto de estudo. Essa restrição não abrange documentos oficiais, publicações acadêmicas ou obras de referência reconhecidas consultados on-line.
Documentos institucionais
Será indicado o código do documento quando houver.
Primeira nota: Consejo Internacional del Patrimonio Humano, Declaración sobre la memoria y la dignidad, CIPH/2024/7, 6 de mayo de 2024, art. 7, https://example.org/documentos/memoria-dignidad.
Nota posterior: Consejo Internacional del Patrimonio Humano, Declaración sobre la memoria y la dignidad, art. 9.
Dicionários on-line
O verbete será identificado com s.v., e a acepção será especificada quando pertinente.
Primeira nota: Academia del Habla Común, Diccionario de usos compartidos, s.v. “hospitalidad”, acep. 2, consultado el 10 de octubre de 2026, https://example.org/diccionario/hospitalidad.
Nota posterior: Academia del Habla Común, Diccionario de usos compartidos, s.v. “hospitalidad”, acep. 3.
Enciclopédias on-line
Se o verbete tiver autor, seu nome será citado; caso contrário, será indicada a instituição responsável. Será especificada a seção ou o parágrafo da passagem.
Primeira nota: Lía Vardena, “Dignidad”, en Enciclopedia de la vida común (Instituto de Estudios Ardel, 2024), secc. 2.1, https://example.org/enciclopedia/dignidad.
Nota posterior: Vardena, “Dignidad”, secc. 3.
Citações canônicas
Serão utilizadas as siglas e os localizadores reconhecidos em cada tradição. Na primeira nota, serão identificadas a obra e a edição utilizada e declarada a sigla; depois, serão utilizados apenas a sigla e o localizador. A edição ou tradução utilizada também constará nas referências. Para as fontes próprias da teologia, serão aplicadas também as orientações da seção 3.
Primeira nota: Martin Heidegger, Sein und Zeit, ed. Friedrich-Wilhelm von Herrmann, vol. 2 de Gesamtausgabe (Vittorio Klostermann, 1977), 15 (en adelante, GA 2).
Nota posterior: GA 2, 27.
Outros exemplos de citações canônicas
- Platão. Paginação Stephanus, com página e letra da seção (Rep. 514a–515a).
- Aristóteles. Numeração Bekker, com página, coluna e linhas (Metaph. 1028b33–36).
- Immanuel Kant. A Crítica da razão pura, segundo a paginação da primeira (A) e da segunda (B) edição (KrV A 51/B 75). As demais obras, por volume e página da edição da Academia (AA IV, 421).
- Edmund Husserl. Husserliana, com volume e página (Hua III/1, 51).
3. Fontes próprias da teologia
Serão utilizadas as siglas e divisões internas reconhecidas (livro, capítulo, parágrafo, questão, artigo etc.). Na primeira menção, a fonte será identificada; depois, poderá ser empregada a sigla. A bibliografia incluirá a edição ou versão efetivamente consultada.
3.1. Sagrada Escritura
As referências serão apresentadas normalmente no texto: (Lc 8, 43–48); (Mc 5, 25–34). Será utilizada vírgula entre capítulo e versículo. Nos trabalhos em espanhol, a revista adota as abreviaturas habituais em castelhano, tomando como referência a Biblia de Jerusalén, mas não impõe uma tradução única. Em inglês e português, serão utilizadas de forma uniforme as abreviaturas reconhecidas no idioma do manuscrito, mantendo a vírgula entre capítulo e versículo.
Primeira menção: Lc 8, 43–48, según la Biblia de Jerusalén (Desclée de Brouwer, 2019). En adelante se utiliza esta versión, salvo indicación contraria.
Depois: (Lc 10, 25–37).
Os autores deverão identificar na bibliografia a edição bíblica utilizada. Nos trabalhos exegéticos, também deverão identificar as edições críticas do texto hebraico, aramaico ou grego e indicar as traduções próprias.
3.2. Fontes patrísticas e medievais
Primeira nota: Agustín de Hipona, Confessionum libri XIII, ed. Luc Verheijen, Corpus Christianorum Series Latina 27 (Brepols, 1981), I, 1, 1 (en adelante, Conf.).
Depois: Conf. X, 27, 38.
Bibliografia: Agustín de Hipona. Confessionum libri XIII. Editado por Luc Verheijen. Corpus Christianorum Series Latina 27. Brepols, 1981.
Primeira nota: Ireneo de Lyon, Contre les hérésies: Livre IV, t. II, ed. Adelin Rousseau et al., Sources Chrétiennes 100.2 (Cerf, 1965), IV, 20, 7 (en adelante, Adv. haer.).
Depois: Adv. haer. IV, 34, 1.
Bibliografia: Ireneo de Lyon. Contre les hérésies: Livre IV. Tomo II, Texte et traduction. Edición crítica dirigida por Adelin Rousseau, con Bertrand Hemmerdinger, Louis Doutreleau y Charles Mercier. Sources Chrétiennes 100.2. Cerf, 1965.
Deverá ser indicado o tomo da edição crítica efetivamente consultado. Para Anselmo de Cantuária, poderá ser utilizada a forma canônica Prosl. 2, com a edição identificada na bibliografia.
Primeira nota: Tomás de Aquino, Summa theologiae, I, q. 2, a. 3 (en adelante, ST).
Depois: ST I-II, q. 90, a. 1.
A bibliografia deverá identificar com exatidão o título, a edição, o volume, os responsáveis editoriais e o ano da versão utilizada. Não se devem misturar siglas ou numerações de edições diferentes.
3.3. Denzinger
Primeira nota: Heinrich Denzinger y Peter Hünermann, El magisterio de la Iglesia (Herder, [año de la edición]), n. 3008 (en adelante, DH).
Depois: DH 3015.
A bibliografia deverá identificar com exatidão o título, a edição, o volume, os responsáveis editoriais e o ano da versão utilizada. Não se devem misturar siglas ou numerações de edições diferentes.
3.4. Catecismo e documentos do Magistério
Primeira nota: Catecismo de la Iglesia Católica, n. 27 (en adelante, CEC).
Depois: CEC 1700.
Primeira nota: Concilio Vaticano II, constitución dogmática Dei Verbum, 18 de noviembre de 1965, n. 2 (en adelante, DV).
Depois: DV 10.
Primeira nota: Francisco, carta encíclica Laudato si’, 24 de mayo de 2015, n. 23 (en adelante, LS).
Depois: LS 139.
Bibliografia (modelo): Concilio Vaticano II. Dei Verbum. Constitución dogmática, 18 de noviembre de 1965. https://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_sp.html.
As notas identificarão o número do parágrafo ou da seção. Na bibliografia, serão acrescentados a URL oficial da versão digital ou a editora e o ano da versão impressa. Para dicastérios, sínodos e conferências episcopais, será citada a instituição autora, e não automaticamente o pontífice.
As siglas dos exemplos correspondem aos títulos em espanhol ou latim. Quando outra versão for consultada, a sigla pertinente será declarada na primeira menção e mantida de forma uniforme em todo o trabalho.
4. Referências
As referências serão ordenadas por sobrenome ou pelo nome da instituição e, para um mesmo autor, por ano de publicação, do mais antigo ao mais recente. Se o autor e o ano coincidirem, serão ordenadas por título. O nome do autor será repetido em cada entrada, e será aplicado recuo francês.
O nome do primeiro autor será invertido. Serão indicados até seis autores; se forem mais, os três primeiros, seguidos de et al.
As entradas manterão os títulos completos, incluindo os subtítulos. As referências de capítulos de livro e de artigos de revista incluirão obrigatoriamente o intervalo completo de páginas.
A lista incluirá todas as obras citadas no texto ou nas notas e apenas elas, com exceção das comunicações orais. Também incluirá as edições bíblicas e as edições críticas utilizadas. Os dados bibliográficos escritos em alfabetos não latinos serão transliterados conforme um sistema reconhecido. Na análise exegética, poderão ser mantidas as passagens em hebraico, aramaico ou grego quando necessário, identificando a edição e as traduções próprias.
Academia del Habla Común. Diccionario de usos compartidos. S.v. “hospitalidad”. Consultado el 10 de octubre de 2026. https://example.org/diccionario/hospitalidad.
Consejo Internacional del Patrimonio Humano. Declaración sobre la memoria y la dignidad. CIPH/2024/7. 6 de mayo de 2024. https://example.org/documentos/memoria-dignidad.
Doresta, Rafael, y Mara Veldel. “La fragilidad compartida: aportes a la antropología”. En Pensar la convivencia, editado por Elisa Monteluz, 81–103. Nerfel, 2022.
Heidegger, Martin. Sein und Zeit. Editado por Friedrich-Wilhelm von Herrmann. Vol. 2 de Gesamtausgabe. Vittorio Klostermann, 1977.
Monteluz, Elisa. La memoria del umbral: reflexiones hermenéuticas. Nerfel, 2023.
Orelia, Fabián. “Pensar la hospitalidad”. Conferencia en el Encuentro Teológico del Río, Universidad de Varela, 20 de agosto de 2024. Video, 42 min, 18 s. https://example.org/conferencias/hospitalidad.
Talvera, Bruno. La experiencia del paisaje: ecología en el mundo de hoy. Arcela, 2021. EPUB.
Vardena, Lía. “Dignidad”. En Enciclopedia de la vida común. Instituto de Estudios Ardel, 2024. https://example.org/enciclopedia/dignidad.
Vauprel, Maëlle. La patience du monde: événement et tradition. Presses de Lantier, 2017.
Vauprel, Maëlle. La paciencia del mundo: acontecimiento y tradición. Traducido por Inés Valcera. Arcela, 2020.
Vesna, Leonor. “El tiempo de la atención: lecturas contemporáneas”. Cuadernos del Umbral 12, n.º 2 (2024): 55–74. https://example.org/articulos/tiempo-atencion.
Para outros tipos de fontes, será consultado o guia oficial de citação Chicago.
Em vigor desde outubro de 2026.











