Processo editorial e revisão por pares
A revista Anales de Teología submete os artigos de pesquisa e as traduções à avaliação externa por pares. As resenhas bibliográficas não são submetidas à avaliação externa, mas passam por avaliação editorial antes de sua publicação.
O processo de avaliação e decisão editorial, desde o recebimento do manuscrito até a comunicação da decisão final, é gerenciado pela plataforma eletrônica da revista e compreende três etapas. As funções que esta política atribui ao Editor-chefe são exercidas por quem o substituir quando houver conflito de interesses, conforme a política de Ética e independência editorial.
Primeira etapa: avaliação editorial
A Equipe Editorial realiza uma avaliação preliminar para determinar a adequação do manuscrito à revista.
No caso dos artigos de pesquisa, examina sua adequação ao foco e ao escopo da revista, a relevância teológica do problema abordado e a existência de uma tese ou de um objetivo claramente identificável. Também verifica se o texto apresenta um desenvolvimento argumentativo consistente, dialoga com a bibliografia acadêmica pertinente e oferece uma contribuição reconhecível ao debate teológico. Essa avaliação determina se o manuscrito se enquadra efetivamente na categoria de artigo de pesquisa e atende às condições acadêmicas mínimas para ser encaminhado à avaliação externa.
No caso das traduções, considera a relevância teológica e acadêmica do texto, a justificativa para uma nova tradução e sua contribuição para o acesso, o estudo ou a discussão da obra traduzida. Também verifica a identificação da edição utilizada, a existência das autorizações necessárias e, quando pertinente, a inclusão de uma introdução ou de um aparato crítico que permita contextualizar adequadamente o texto.
As resenhas bibliográficas não devem se limitar a resumir o conteúdo de uma obra. Devem reconstruir suas principais ideias, situá-la no desenvolvimento intelectual de seu autor ou na corrente ou problemática teológica à qual pertence e oferecer uma avaliação crítica e fundamentada de suas contribuições, alcance e limitações.
Nesta primeira etapa, também são verificados o caráter original e inédito da submissão, o cumprimento dos requisitos editoriais indispensáveis e, quando pertinente, a correta anonimização do arquivo.
Como resultado dessa avaliação, o Editor-chefe pode rejeitar o manuscrito ou solicitar modificações. No caso dos artigos de pesquisa e das traduções, também pode encaminhá-los à avaliação externa; no caso das resenhas bibliográficas, pode aceitar sua publicação.
Segunda etapa: avaliação externa por pares
Os manuscritos aprovados na avaliação editorial são encaminhados a pelo menos dois especialistas independentes e externos à UCSC, selecionados de acordo com sua competência no tema do manuscrito e mediante declaração prévia de ausência de conflitos de interesses. Os integrantes da Equipe Editorial e do Comitê Editorial não atuam como pareceristas de manuscritos.
A avaliação é realizada na modalidade de duplo anonimato: a revista não comunica a identidade dos autores aos pareceristas nem a identidade dos pareceristas aos autores.
A avaliação externa se concentra nos aspectos conceituais e acadêmicos do manuscrito. Nos artigos de pesquisa, são considerados especialmente a originalidade da contribuição, o rigor e a coerência da argumentação, a pertinência das fontes e a relevância do trabalho para o debate teológico. Nas traduções, são examinadas a fidelidade e a precisão conceitual, a qualidade teológica e linguística da tradução, a relevância do texto traduzido e, quando pertinente, a consistência de seu aparato crítico.
Não cabe aos pareceristas revisar aspectos meramente formais ou tipográficos, salvo quando comprometerem a compreensão, o rigor ou a consistência acadêmica do manuscrito.
Os pareceristas emitem pareceres fundamentados e recomendam a aceitação, a aceitação com modificações ou a rejeição do manuscrito. Essas recomendações não constituem, por si só, uma decisão editorial nem são vinculantes para a revista.
Quando os pareceres forem substancialmente divergentes, o manuscrito será encaminhado a um terceiro parecerista externo que atenda às mesmas condições de independência, competência e ausência de conflitos de interesses. Nenhum integrante da Equipe Editorial ou do Comitê Editorial atua como parecerista de desempate em caso de pareceres divergentes.
Os manuscritos, arquivos complementares, dados pessoais, comunicações editoriais e pareceres são confidenciais. A Equipe Editorial e os pareceristas não poderão reproduzir, distribuir, divulgar a terceiros nem utilizar em benefício próprio materiais ou informações confidenciais obtidos durante o processo de avaliação. Essa obrigação permanece após a conclusão do procedimento em relação a todas as informações que não tenham se tornado públicas.
Por razões de confidencialidade, a Equipe Editorial e os pareceristas não poderão inserir, carregar ou compartilhar, total ou parcialmente, os manuscritos ou os materiais associados em sistemas de inteligência artificial generativa, independentemente da finalidade de seu uso. As demais condições aplicáveis a essas ferramentas estão estabelecidas na política de Uso e limites da inteligência artificial.
A decisão editorial cabe ao Editor-chefe, que a toma considerando os pareceres externos e as demais informações do processo. O Editor-chefe pode divergir, de forma fundamentada, das recomendações apresentadas quando houver razões acadêmicas ou éticas suficientes; nesse caso, as razões serão registradas no processo editorial e comunicadas aos autores.
Como resultado desta etapa, o Editor-chefe pode aceitar o manuscrito, rejeitá-lo ou solicitar a apresentação de uma nova versão. A decisão e os pareceres pertinentes são comunicados pela plataforma, preservando o anonimato dos pareceristas.
Terceira etapa: análise das modificações
Toda nova versão do manuscrito deverá ser apresentada com uma carta de resposta na qual os autores expliquem as alterações realizadas e indiquem sua localização na nova versão. Quando alguma recomendação não for incorporada, deverão apresentar uma justificativa fundamentada para essa decisão. As novas versões que não incluírem essa carta não terão continuidade no processo editorial.
O Editor-chefe examina a nova versão e a carta de resposta. Quando as modificações solicitadas pelos pareceristas forem substanciais, a nova versão retorna à avaliação externa, preferencialmente com os mesmos pareceristas; quando forem menores, o Editor-chefe verifica sua incorporação. Conforme o resultado, poderá aceitar o manuscrito, solicitar modificações adicionais ou rejeitá-lo.
A solicitação de modificações pode ocorrer ao término de qualquer uma das três etapas e não implica, por si só, a aceitação do manuscrito.
Prazos
A revista busca realizar a avaliação editorial preliminar em até quinze dias após o recebimento do manuscrito. A primeira rodada de avaliação externa tem duração estimada de oito semanas a partir do envio do trabalho aos pareceristas. Esses prazos são indicativos e podem variar conforme a disponibilidade de especialistas, a complexidade do manuscrito e a eventual necessidade de novas avaliações ou correções.
O processo é conduzido conforme a política de Ética e independência editorial. As contestações relativas ao procedimento ou a uma decisão editorial são tratadas de acordo com a política de Reclamações e recursos.











