Daño social y exemplary damages: tutela colectiva brasileña y ejemplaridad individual irlandesa en la responsabilidad civil contemporánea
DOI:
https://doi.org/10.21703//issn2735-6337/2026.n49.02Palabras clave:
daño social, exemplary damages, responsabilidad civil, tutela colectiva, derecho comparado: Brasil e IrlandaResumen
El artículo examina, en perspectiva comparada, la construcción del daño social en el derechobrasileño y el régimen de los exemplary damages en el derecho irlandés. Se parte de la hipótesis de que,aunque ambos cumplen funciones sancionatoria y disuasoria en el ámbito de la responsabilidad civil, lasdos instituciones operan en planos dogmáticos, procesales y distributivos significativamente distintos. EnBrasil, el daño social surgió como categoría doctrinal destinada a responder a ilícitos de amplia repercusión,especialmente cuando el perjuicio trasciende la esfera de la víctima individual y alcanza el orden social, laconfianza colectiva o el nivel de cumplimiento del sistema. Aunque inserto en un sistema de civil law, supositivización sigue siendo indirecta: se funda en la interpretación conjunta de la Constitución Federalbrasileña (1988), del Código Civil (2002) y del Sistema Integrado Brasileño de Tutela de las Colectividades,en especial del Código de Defensa del Consumidor (1990) y de la Ley de Acción Civil Pública (1985), conuna recepción jurisprudencial oscilante. En Irlanda, los exemplary damages forman parte de la tradicióndel common law y de la tutela de derechos constitucionalmente protegidos; se caracterizan por una funciónabiertamente punitiva y una incidencia predominantemente individual, y la condena de naturaleza punitivo-ejemplar se atribuye al propio demandante. El estudio emplea el método jurídico-dogmático, medianteinvestigación bibliográfica, legislativa y jurisprudencial, y desarrolla la comparación a partir de la consolidación brasileña del daño social, entre la expansión material y la contención procesal de la institución, y dela experiencia irlandesa reciente, en la que el collective redress cuenta desde 2024 con una regulación legalpropia, sin que se hayan identificado hasta el momento precedentes de concesión de exemplary damagesen acciones representativas. Se concluye que ambos modelos enfrentan una cuestión funcional común,relacionada con la insuficiencia de la reparación puramente compensatoria frente a ciertos ilícitos graves oreiterados, pero lo hacen mediante arquitecturas distintas: predominantemente colectiva e institucional enBrasil, e individual y ejemplar en Irlanda.
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